Especial - Maze Runner no Cine Super K


 Filme baseado em livro tenta encantar fãs de 'Jogos vorazes' e 'Divergente'. Longa estreia nesta quinta (17) com bons efeitos visuais e jovens atores.

    Em Hollywood, não tem jeito. Se algum projeto dá certo, outros vêm na cola. Desde que as adaptações de livros voltados para adolescentes ("Harry Potter", "Crepúsculo") deram certo, a ordem é encontrar uma nova obra que consiga cativar a atenção dos jovens leitores e espectadores. A franquia "Jogos vorazes" transformou Jennifer Lawrence em musa teen e mostrou que sagas adolescentes em um futuro distópico são um bom filão, seguido de perto por "Divergente" e o recente "O doador de memórias". "Maze Runner: Correr ou morrer” se arrisca nesta seara que une ficção científica, rostinhos bonitos e algum sangue. É uma adaptação do primeiro livro da trilogia escrita por James Dashner. O filme, com ótimo visual,  não fica aquém de seus concorrentes.


A trama é centrada em Thomas (Dylan O’Brien), que é levado para um lugar cercado por muros muito altos, chamado de Clareira, e se junta a outros jovens. Sem se lembrar de quase nada, descobre que, todos os dias, um portão se abre para que integrantes do grupo entrem em um enorme labirinto, que muda sua forma durante a noite, na tentativa de achar a saída. Além disso, eles precisam evitar contatos com criaturas cibernéticas que parecem com aranhas gigantes, que têm picada mortal. Thomas não se conforma em ficar confinado por muito tempo e tenta, com Minho (Ki Hong Lee), encontrar um meio de deixar o local. Isso não é bem visto por alguns, como o esquentado Gally (Will Poulter). As coisas ficam mais complicadas com a inesperada chegada de Teresa (Kaya Scodelario), a primeira garota por lá.

     O que chama a atenção em "Maze Runner: Correr ou morrer" é a qualidade dos cenários, especialmente o gigantesco labirinto, do qual os personagens tentam escapar. Os efeitos especiais são ótimos, principalmente as aranhas (verdugos) e os obstáculos pelos quais os jovens têm que ultrapassar. A sensação de perigo fica bem clara e o filme consegue prender o espectador na cadeira. O suspense faz sentido. O fato de o filme ter sido orçado em "apenas" US$ 35 milhões não prejudica o visual. Parabéns aos envolvidos na parte técnica.

     Ao adaptar o livro, o roteiro escrito pelos pouco conhecidos Noah Oppenheim, Grant Pierce Myers e T.S. Nowlin toma liberdades e modifica o perfil de personagens. No livro, o líder grupo, Alby (Aml Ameen), é bem menos simpático e cordial. Mas, no geral, o texto respeita a obra de James Dashner, que lembra o clássico "O Senhor das moscas", de William Golding, Nobel de Literatura em 1983. Outra coisa que incomoda é a direção de Wes Ball, em sua estreia na direção. Mais conhecido por seu trabalho em animação e efeitos especiais, ele tinha chamado a atenção dos executivos de Hollywood com seu curta-metragem "Ruin", sobre um mundo pós-apocalíptico, que o levou a "Maze Runner". Porém, se ele mostra um bom domínio na parte técnica, o mesmo não pode ser dito sobre a direção dos atores, já que a atuação de alguns deles poderia render mais do que é mostrado no resultado final.

        Um dos motivos para que "Maze Runner" tenha sido mais barato do que produções similares é o elenco. Composto por jovens que têm grandes chances de se tornarem famosos no futuro, a aposta é no carisma, não em filmografias de respeito. Dylan O' Brien (da série "Teen Wolf") aguenta a pressão de ser o protagonista. Thomas Brodie-Sangster já esteve em "Simplesmente amor", "Nanny McPhee" e foi Paul McCartney em "O Garoto de Liverpool". Agora, interpreta com segurança Newt. As melhores atuações são de Will Poulter ("As crônicas de Nárnia"). Ele se mostra bastante ameaçador como Gally. Blake Cooper vive o simpático Chuck.

      O ponto negativo está em Kaya Scodelario, que tem uma performance apagada como Teresa. A inglesa nascida em 1992 é bonitinha que só ela, mas não convence. As atuações na série jovem "Skins" e em filmes como "Lunar" e "Fúria de Titãs" não pareceram ter dado estofo para a garota. Quando precisa mostrar um bocado mais de intensidade, Kaya se mostra apática, quase no piloto automático. No momento "de onde viemos?", mesmo ao lado do bom O'Brien, ela sai do tom. A performance lembra os piores momentos de Kristen Stewart na saga "Crepúsculo".

Final meio 'Resident Evil'

Com um desfecho que parece demais com de "Resident Evil: O Hóspede Maldito" (assim como no livro), "Maze Runner" pode até ser um grande sucesso de bilheteria. Claro, o fim dá um gancho para uma segunda parte. Mas os próximos capítulos precisam ter algo a mais para se tornarem tão memoráveis quanto os de "Jogos Vorazes". Do contrário, as pretensões de se criar uma franquia podem se perder no meio do caminho, num labirinto sem saída.
Fonte G1

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